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Perereca-macaco-da Mata Atlântica, Perereca-de-folha, Perereca-de-folha-do-Rohde, Perereca-de-Rohde, rã-macaco
listovnice Rohdeova
Syn.: Phyllomedusa rohdei Mertens, 1926
Classe: Amphibia
Ordem: Anura
Família: Phyllomedusidae

Obs: o termo “aff.” (de affinis) indica que essa população é muito próxima de Pithecopus rohdei, mas pode representar uma linhagem distinta. Em outros casos, esse tipo de designação é usado quando estudos taxonômicos ainda estão em andamento.

Descrição da espécie: Pithecopus aff. rohdei é uma perereca arborícola de porte médio, com corpo esguio e membros longos adaptados à locomoção lenta e precisa sobre a vegetação. A coloração dorsal é predominantemente verde, funcionando como camuflagem eficiente entre folhas. A região ventral tende a ser mais clara, e os flancos podem apresentar discretas marcações. Os dedos possuem discos adesivos bem desenvolvidos, típicos de pererecas arborícolas. Os olhos são grandes, com pupila horizontal, característica associada a hábitos noturnos. Como em outras espécies do gênero, a locomoção é mais baseada em escalada e deslocamento vagaroso do que em saltos longos.

História natural: Essa perereca está associada a ambientes florestais úmidos, especialmente áreas de Mata Atlântica com vegetação densa e presença de corpos d’água temporários ou permanentes. A atividade é predominantemente noturna. Durante o período reprodutivo, os machos vocalizam a partir da vegetação próxima à água. A reprodução segue o padrão típico de filomedusídeos: os ovos são depositados em folhas sobre a água, formando uma espécie de gelatina. Após a eclosão, os girinos caem na água, onde completam o desenvolvimento. A dieta é composta principalmente por pequenos artrópodes, como insetos e aranhas, capturados na vegetação.

Área de distribuição: As populações atribuídas a Pithecopus aff. rohdei são registradas na região sudeste do Brasil, em áreas do bioma Mata Atlântica. Em geral, a espécie está associada a fragmentos florestais, bordas de mata, ambientes ripários (área de transição terrestre-aquática) desde áreas de baixa altitude até regiões serranas.

Ameaças: As principais ameaças estão relacionadas à perda e fragmentação da Mata Atlântica, causada por desmatamento, expansão urbana e atividades agrícolas. A poluição de corpos d’água e a degradação de habitats ripários também podem impactar o sucesso reprodutivo.

Confusões: Pithecopus aff. rohdei pode ser confundida com outras espécies do gênero Pithecopus, especialmente aquelas com coloração verde semelhante e hábitos arborícolas. A identificação confiável geralmente requer análise detalhada de caracteres morfológicos, vocalizações e, em alguns casos, dados genéticos.
Essas semelhanças são justamente o motivo pelo qual o uso da designação “aff.”, é necessário, indicando proximidade taxonômica com P. rohdei.

Curiosidades: As pererecas do gênero Pithecopus são conhecidas como “pererecas-macaco” devido à sua movimentação lenta e cuidadosa pelos galhos.
O comportamento de dobrar folhas para proteger os ovos é uma estratégia reprodutiva sofisticada que reduz a predação e a dessecação.

Referências utilizadas
Frost, D. R. Amphibian Species of the World: An Online Reference. American Museum of Natural History.
Haddad, C. F. B. et al. (2013). Guia dos Anfíbios da Mata Atlântica: Diversidade e Biologia.
Faivovich, J. et al. (revisões taxonômicas de Phyllomedusidae).

Texto por: Carolayne Santino
Local das fotos: Santa Maria de Jetibá, Espírito Santo, Brasil.



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